O Passeio

O Passeio

por Soraya  Souto

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Assim que amanheceu, depois de tomar o café forte e sem açúcar, pegou o velho chapéu de couro e desceu pelo pomar, até o velho paiol. Encontrou facilmente o laço de corda, que jogou por sobre o ombro e tomou o rumo do pasto, à beira do pequeno riacho. Os dois cães o seguiram, acostumados ao significado do assobio do dono, sempre que tomava aquela direção.

Voltou meia hora depois. Trouxe consigo a égua Paloma, a mais mansa da fazenda, e a prendeu com a corda no tronco da grande mangueira do quintal.
Estudou o céu claro de domingo. “Manhã de Deus, o menino vai gostar”, conversava com si mesmo.

Começou a rotina que conhecia bem, de escovar e preparar o animal para montaria. Ele mesmo a tinha adestrado, desde potrinha nova, e tinha com ela uma atenção especial. Poucos sabiam que a égua tinha nascido no mesmo dia que seu primeiro neto, e por isso tinha sido escolhida para ser  sua  primeira montaria hoje, no aniversário de 5 anos. Tinha o pelo castanho e brilhante, crina comprida quase dourada, e quando corria pelo campo era vista de longe, por causa das patas brancas que se destacavam no verde do chão.

Depois de escová-la, colocou a manta grossa e prendeu bem a sela . Tomou cuidado em colocar os arreios, e também em regular a altura certa dos estribos, para que os pequenos pés do garoto tivessem apoio e segurança. “Vê como se comporta, viu Paloma?”, falou alto. Paloma balançou a cabeça em resposta, mostrando os olhos vivos e brilhantes, como se entendesse a importante missão do dia.

Pouco tempo depois, viu o neto chegar. Vinha de mãos dadas com a mãe, falante e alegre, entusiasmado com a grande aventura.  Apesar de tão pequeno, vinha vestido com camisa e calças compridas, botas até o joelho e um belo chapéu. “Parece um cowboy”, pensou o avô. Tinha no rosto um sorriso contagiante, próprio das crianças. Ao ver a montaria preparada arregalou os olhos, e instantaneamente procurou os braços do avô.

Ele o recebeu no colo com carinho, e chegando bem perto da cabeça de Paloma, pediu que o menino conversasse antes com a égua, e lhe fizesse um carinho, pois assim ficariam amigos. Também o lembrou de tratá-la sempre bem, para que ela o levasse em segurança. Receoso a princípio, mas confiante no avô, o garoto afagou a crina, e a cabeça do animal. “Agora monte, mocinho!”.

Saíram pelo quintal, avô na frente puxando o cabresto, e o neto firme e corajoso sobre a Paloma. Conversaram sobre cavalos e meninos. O neto ficou sabendo que cavalos eram fortes e inteligentes, e podiam correr pelo campo. “Igual na televisão, vovô?” “Sim, igual na televisão”. Também aprendeu que bastava bater com as perninhas, e a égua acelerava o passo, ou então, se puxasse as rédeas, ela parava de imediato.
As perguntas não tinham fim, e a cada resposta do avô um mundo fantástico era descoberto pelo neto. Ali, no alto da montaria, já tinha esquecido dos desenhos animados e jogos eletrônicos, e aprendia com o avô uma nova linguagem: “eia Paloma, upa, upa…”.

No fim do passeio, antes de descer, o garoto enlaçou o pescoço da égua: “obrigado Paloma, você me carregou direitinho!”. Ao avô, deu uma recomendação: “quando você estiver com saudade, é só pedir para a Paloma te levar correndo pra me ver…”

Mais tarde, levando a égua de volta ao pasto, o homem foi pensando nas grandes alegrias que tivera naquele dia. Ensinara ao neto coisas simples, aprendidas ao longo da vida, e então o escutara rindo.
Nada se igualava à risada de uma criança montando o seu primeiro cavalo …

Soraya Souto

KEBAB (et frites!)

KEBAB (et frites!)

por Henrique Mendes – En portugués y español

 

kebab

São sempre os mesmos dois, lá por detrás do balcão, todos os dias. E noites. Trabalham longas horas num esquema bem pensado de franchising, com um sorriso nada servil, mas servindo. Simpáticos por escolha, diria eu. E preocupados em agradar, diria eu também.

Não fazem ideia de quem sou,  nem  do que penso,  de para onde vou, ou de onde venho. E eu confesso que gosto disso, de me ver assim bem tratado apenas por ser cliente.  Mas claro que  já perceberam, pelos meus pedidos nas vezes anteriores, que estou familiarizado com a comida do seu país, e que peço coisas com sentido.

Porém, quando termino de pedir a comida, fazem uma espécie de pausa, respirações suspensas e sobrancelhas erguidas, numa expectativa muito clara de que eu não peça umas batatinhas fritas também. Mas é nesse ponto que, de comum acordo, traçamos a nossa linha de fronteira, e negociamos com alguma doçura os nossos acordos de Paz.

Além das suas delícias pátrias, permitem que me entupa com batatinhas, apesar de fazerem de tudo para escondê-las – desde colocar-se à frente do cartaz, até fingir que não entendem, quando as peço… Por contrapartida, eu deixo de fingir que eles falam um português muito mau, e rendo-me a uma outra evidência:-o português deles é tão deliciosamente excêntrico como as minhas batatinhas são…

Daí para a frente, caímos no perdão mútuo, caímos na risada, e todos sabemos que voltarei lá.
Hoje voltei, porque senti que tinha de voltar. E lá estavam os dois, atrás do balcão, impecáveis, sorrindo. Sózinhos. Por cima deles, em cores exóticas um néon com o nome do restaurante, a origem, egípcia, e alguma propaganda às minhas kebabs favoritas.

Atenderam-me com o sorriso de sempre. E num dado momento, sem que esperasse, detrás do sorriso surgiu uma pergunta, querendo saber de onde eu era. Respondi que era português, mas que tinha vivido muito tempo fora, e que tinha conhecido várias famílias árabes de quem era mais ou menos amigo e, por isso, conhecia um pouco da sua comida.

Sorriram ainda mais do que de costume, como se tivesse dito o que já esperavam. Depois, um disse: “ Hoje precisa de todos amigo !” E sorriu. Outra vez…

Depois perdi-me nos sabores deliciosos. E nas batatinhas fritas, claro…

Mais tarde regressei a casa contente por ver que estavam atendendo mais gente. Com um sorriso grande.
E quando liguei a net, e recomeçou aquele martelar de quem é Charlie, e quem não é Charlie…Aquela coisa peçonhenta,  do nós e do eles… fiquei ponderando se vale a pena amanhã colocar um cartaz na janela onde se leia apenas:

Je suis Kebab !
( et frites ! )

***

¡Son siempre los mismos dos, por detrás del balcón, todos los días! Trabajan  largas horas en un tipo muy bien pensado de franquicia, con una sonrisa nada servil, pero sirviendo. Son simpáticos por elección, diría yo. Y preocupados en complacer, diría yo también.

No tienen la mínima idea de quien soy, ni lo que pienso, de para dónde voy,  o dónde vengo. Y tendré de confesar que eso me gusta mucho, verme así bien atendido apenas por ser cliente. Mas claro que ya  comprendieron, por mis pedidos en las veces anteriores, que estoy familiarizado con la comida de su país y que pido cosas cuya combinación tiene sentido.

Pero, de todas las veces, cuando termino de pedir la comida hacen una especie de pausa con  la respiración suspendida y las cejas erguidas  en la expectativa muy clara de que yo no pida unas papitas fritas también. Pero es  en  ese punto que, de común acuerdo, trazamos nuestra línea de frontera y negociamos  con alguna dulzura nuestros acuerdos de Paz.

Además de sus delicias patrias permiten que me atasque de papitas fritas, a pesar de hacer de todo para que no las vea, sea poniéndose en frente del cartel, sea pretendiendo no comprenderme cuando las pido… Por contrapartida, yo dejo de pretender que hablan muy mal el portugués, y riéndome ante una que otra evidencia: – el portugués de ellos es tan deliciosamente excéntrico cuanto mis papas fritas, en aquel contexto.

De ese punto en adelante caímos en una situación de perdón mutuo, soltamos unas carcajadas saludables, y todos nosotros sabemos que yo volveré para comer otra vez.

Pero hoy…Hoy volví porque sentí que tenía de volver. Y los encontré a los dos, como siempre, del otro lado del balcón, sonrientes, impecables, pero solos. Por arriba de ellos un neón en colores intensos y exóticos exhibía el nombre del restaurante  y su origen egipcio junto con algunas fotos de mis kebabs favoritos.

Me sirvieron con la sonrisa de siempre. Y en un dado momento, sin que lo esperase, por detrás de una sonrisa nació una pregunta buscando saber de dónde era yo. Contesté que era portugués, pero que había vivido muchos años por ese mundo afuera, y que había conocido varias familias árabes y  por eso conocía un poco de sus comidas.
Sonrieron todavía un poquito más que lo habitual, como si yo hubiese dicho alguna cosa ya esperada. Entonces, uno de ellos me platicó:” Hoy necesita de todos, amigo!” Y sonrió. Otra vez.

Pasado eso me perdí en los sabores deliciosos de sus comidas.  Y de mis papas fritas, claro… Sólo volví a mirarlos cuando ya regresaba a casa, y en una rápida mirada pude ver que estaban ocupados con más clientes. ¡Con una sonrisa grande!
No tardó, cuando me conecté en la red volvió todo aquel clamor de quién es Charlie, o de quién no es Charlie…Aquella ponzoña siendo recocida  momento tras momento…  Aquella cosa de nosotros y de ellos…

No resistí a ponderar si vale la pena mañana por la mañana poner un cartel en la ventana donde se lea simplemente:

Je suis Kebab !
(et frites ! )

Arte – Sofía Sánchez

Sofía Sánchez

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 Maestra Sofía Sánchez, Profesional en Artes Plásticas, Especializada en Escultura Monumental, Pintura y Dibujo, nació el 30 de Septiembre de 1958, en la zona rural del Municipio de Prado Tolima- Colombia, es la cuarta hija de María del Carmen Sánchez Ortiz, enfermera y líder campesina de la región, que levantó a sus siete hijos como madre soltera cabeza de familia.

Desde su infancia la Maestra Sofía Sánchez, mostro la vena artística, inspirada en la naturaleza y en los sonidos del campo; empezó de manera empírica elaborando pequeñas esculturas en barro y arcilla, así como maquetas, dibujos y carteleras que Profesores, compañeros y personas de la región del Tolima, le encomendaban hacer. Es madre de tres hijas fruto del Matrimonio con José Rosbel Cubillos Pacheco, su familia han sido el motor que mantiene estable su motivación.

Actualmente es escultora independiente. Reconocida a nivel Nacional en especial en la regiones del Tolima, Cundinamarca, Boyacá y Eje cafetero, por difundir y plasmar el Arte Costumbrista que rescata la cultura, tradición y costumbre del pueblo Colombiano, las cuales ha dejado plasmadas en cada una de las obras Monumentales que ha realizado.

 

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EXPOSICIONES

– Centro Comercial la Quinta (Ibagué)

– Biblioteca Soledad Rengifo

– Casa de la Cultura (Ibagué)

– Casa de la cultura (Guamo)

– Centro de Convenciones León de Greiff (Bogotá)

– Banco de la república Girardot

OTROS

Semifinalista en el Concurso III Salón BAT Arte Popular (2012) promovido por la Fundación BAT, En el Bicentenario de la Independencia. Ganador al Libro de Oro con la Obra “Caminando Juntos”.

OBRAS REALIZADAS

1. LA JARDINERA (FUSAGASUGA CUNDINAMRCA)
DIMENSION: 3.0 X 1.20 MTS

2. CAMPESINO GUAYATUNO (GUAYATA BOYACA)
DIMENSION: 3.0 X 3.20 MTS

3. ARMONIA HOMBRE Y MEDIO AMBIENTE (GUAYATA BOYACA)
DIMENSION: 3.50 X 2.20 MTS

4. CAMPESINO GRANADINO (GRANADA CUNDINAMARCA)
DIMENSION: 3.0 X 3.0 MTS

5. CAMPESINA UCHUBERA (GRANADA CUNDINAMARCA)
DIMENSION: 2.80 X 1.50 MTS

6. CAMPESINO SEÑOR DEMOSTENES ALBAÑIL (SILVANIA CUNDINAMARCA)
DIMENSION: 3. 20 X 2.50 MTS.

7. CACIQUE USATAMA (SILVANIA CUNDINAMARCA)
DIMENSION: 3.0 X 1.0 MTS

8. PRINCESA ZERATHEMA (SILVANIA CUNDINAMARCA)
DIMENSION: 2.80 X 1.0 MTS

9. EL PESCADOR DE MI TIERRA (PRADO TOLIMA)
DIMENSION: 4.0 X 2.50

10. EL AZADON DE ORO (SIBATE CUNDINAMARCA)

11. LA DAMA PELA PAPA (SIBATE CUNDINAMARCA)
DIMENSION: 4.0 X 3.0 MTS

12. EL ARRIERO (ANZOATEGUI TOLIMA)
DIMENSION: 3.20 X 3.0 MTS

13. PARQUIE MONUMENTO A LA CULTURA “NIÑOS LEYENDO” (ALVARADO TOLIMA)
DIMENSION: 6 X 2 MTS.

14. CACIQUE CHIVIRIR (CHIVOR BOYACA)
DIMENSION: 2.80 X 4 MTS

15. CACIQUE YAPOROX (PURIFICACIÓN TOLIMA)
DIMENSIÓN 3.50X4.50 MTS.

16. BUSTO EN BRONCE “SEÑOR ERNESTO RODRIGUEZ” (CHIVOR BOYACA)
DIMENSION: 70 X 30 CM

17. BUSTO “ENRIQUE OLAYA HERRERA” (GUAYATA BOYACA)

18. BUSTO “ALFONSO LOPEZ MICKELSEN” (CHIVOR BOYACA)

19. BUSTO “MISAEL PASTRANA BORRERO” (CHIVOR BOYACA)

20. BUSTO JOSE CELESTINO MUTIS (MARIQUITA-TOLIMA)

21. BUSTO JULIO ERNESTO CHITIVA (CHIVOR CUNDINAMARCA)

22. ESCULTURA A LA RUMBA CRIOLLA “HOMENAJE A EMILSE MORENO” FUSGASUGÁ
CUNDINAMARCA.- DIMENSION 3.20X1.10 MTS.

23. ADECUACION DEL MONUMENTO EL PESCADOR DE MI TIERRA (PRADO TOLIMA)
DIMENSION 3.80X1.50 CM.

24. CARROSA SAN JUAN. IBAGUE TOLIMA.2013

25. EL PESCADOR FLAMENCO (FLANDES TOLIMA) DIMENSIÓN 2.80X 4.50 MTS

26. AIRES DE NUESTRA TIERRA (PURIFICACIÓN TOLIMA) 3.80X2.50 MTS

 

 

Fotografía – Fabiana Koss

Fabiana Koss

 

Fabian Koss

 

La galería de fotografías de este mes llega de la mano de Fabiana Koss.

Es de San Juan, Argentina. Ha estudiado fotografía con Alberto Espinoza Páez y Sebastián de la Colina.

 

Entrevista a William Valenzuela

Entrevista a William Valenzuela 

 

Entrevista hecha por Claudio Bringas para poetastrabajando.com

Cada mes esta revista nos entrega la oportunidad de explorar el mundo del cine, donde nos enfocamos en los trabajos de grandes directores mundiales. Si bien la importancia del director es indiscutible, una producción incluye una enorme cantidad de participantes. Entre ellos, están los actores/actrices tanto principales, secundarios, y extras, los cuales, en su conjunto, nos ayudan a visualizar la historia creada por los guionistas. Sin embargo, trabajar como actor/actriz no es una tarea fácil. Por esta razón, este mes vamos a entrevistar a William Valenzuela, que es parte del mundo actoral en Canadá para que nos diga cómo es el día a día de un actor y nos explique tanto los tremendos desafíos como las grandes satisfacciones que existen en la industria cinematográfica.

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-¿Cuáles son tus primeros recuerdos del cine?

Creo que mi primer gran recuerdo fue cuando mostraron la película Philadelphia en el auditorium donde estudiaba en Chile. Fue la primera vez que vi el impacto que te deja una película con un gran contenido social y que las películas no sólo son un medio de entretenimiento, sino que también un medio de aprendizaje cuando tocan temas humanos y cuentan historias basados en hechos reales. Gracias al cine de vez en cuando descubrimos historias que nunca hemos escuchado.

-¿Qué tipo de películas te interesan, tanto como espectador como actor?

Me encanta “descubrir” películas independientes o internacionales las cuales deberían haber tenido más reconocimiento, porque cuentan historias únicas y no son predecibles. También soy fanático de las películas de acción, especialmente si son dirigidas por Tony Scott, John Woo y Johnnie To.

-¿Cuáles crees que son los directores que salvan al cine actual?

Tengo que decir Richard Linklater, Paul Thomas Anderson y Alejandro Gonzalez Iñárritu. Todos ellos toman riesgos para crear películas únicas.

-Algunos actores tuvieron sus primeras experiencias actuando en obras de escuelas. En tu caso ¿cuáles fueron tus primeras experiencias actuando?

Mis primeras experiencias no fueron en la escuela, sino que actuando en shows celebrando Navidad y eventos organizados en la comunidad donde vivía en Chile. Cuando volví a Canadá en el año 2001 empecé a tomar varios cursos de actuación.

-Basado en tu experiencia ¿cuáles son los pasos que debe seguir alguien que aspire a ser actor?

Debe estar 100 % seguro que actuación es lo que le apasiona. Si es así, debe tomar varios cursos de actuación. Después averigua sobre agencias donde contratan extras para series de T.V. y películas, para así tener una idea de cómo se trabaja en un set. Busca sitios donde ponen avisos buscando actores para teatro, cortometrajes, etc. y vaya a estas audiciones. No importa si obtienes el rol o no, la experiencia es lo que vale.

-¿Cuáles son algunos de los actores/actrices que admiras?

Son muchos. Pero si tengo que nombrar a uno, sería Robin Williams. Su pasión, humor y energía en sus roles es inigualable. Es difícil de creer que ya no está con nosotros.

-¿Cuáles son los desafíos más grandes de tu profesión?

Esta industria es altamente competitiva. Los directores de casting son bastante específicos en lo que están buscando, así que debo estar preparado para ser rechazado múltiples veces. Lo importante para mí es hacer una excelente audición para que se acuerdan de mí.

-¿Qué nos puedes contar acerca de la industria cinematográfica de Canadá, particularmente de la ciudad de Vancouver, que es dónde tú vives?
Está en un muy buen nivel. Aquí se filman varias series de televisión, tales como ARROW, THE FLASH, SUPERNATURAL, entre otras. Y de vez en cuando vienen películas de alto presupuesto a filmar acá, tales como ELYSIUM, FANTASTIC FOUR, TRON: LEGACY, etc. He tenido la suerte de trabajar como extra para varios de estos proyectos.

-¿Cuáles han sido los proyectos más interesantes en que has participado? El proyecto más difícil?

Como extra de vez en cuando tienes el lujo de trabajar en grandes estudios donde filman una serie de T.V. o película, y los sets son de primera calidad. Son varios los proyectos en que he tenido una gran experiencia. Actuando, debo mencionar mi pequeño rol en un episodio de la serie de T.V. “PSYCH”, porque fue mi primera vez hablando!! También he hecho varios cortometrajes, y algunos de ellos han ido a varios festivales de cine.  Creo que el proyecto mas difícil fue un cortometraje llamado SAM AT 5AM que hice este ano, donde tuve que llegar a lugares emocionales que no había tocado en un buen tiempo. Fue el rol principal, y la experiencia fue grandiosa gracias a un excelente director y un buen grupo de personas detrás de la cámaras.

 

-Muchos actores han comentado que el teatro es el medio donde obtienen mayor satisfacción. ¿Compartes esta opinión? ¿Qué nos podrías contar acerca del mundo teatral?

El teatro es el medio donde uno ve la calidad de un actor. Es una experiencia muy grande cuando estás sobre un escenario frente a un público en vivo. Tu adrenalina sube y estás viviendo en el momento. Es una gran satisfacción porque es allí, en el escenario,  donde empieza tu aprendizaje como actor profesional. Y el resultado es grandioso!!

 

-También has tenido la oportunidad de trabajar en proyectos para la televisión. En tu opinión ¿cuáles son las mayores diferencias entre trabajar en un largometraje y participar en proyecto de televisión?

En mi opinión la diferencia es que las series de televisión se filman por mucho más tiempo que una película. Una serie de televisión se filma por algunos años mientras que una película se filma solamente por algunos meses. Pero en ambos casos el profesionalismo y calidad es 100% igual.

 

-Por mucho tiempo, los proyectos de televisión carecían de la importancia que se le otorgaba al cine, y muchos actores de calidad se negaban a trabajar en la televisión. Creo que esto ha cambiado en los últimos 15 años, donde producciones hechas para TV-Cable han tenido un tremendo éxito tanto de crítica como comercial, tanto así que se habla de una “nueva época dorada” de la televisión ¿Cuál es tu opinión al respecto y cuáles son las producciones que más han contribuido a elevar el perfil de la televisión?

 

Siempre es bueno ver un canal de televisión (ya sea abierto o cable) que no tiene miedo en tomar riesgos y crear una serie original. Es una gran oportunidad para actores ser parte de un proyecto que puede dejar una huella en la historia de la televisión, y al mismo tiempo crear personajes inolvidables. En los años 80 hubo una serie llamada HILL STREET BLUES que revolucionó la serie policial, y su impacto fue enorme para futuras series policiales. Creo que el éxito de la serie THE SOPRANOS inspiró el nacimiento de muchos canales para la televisión por cable. Para la televisión abierta el formato de la serie 24, en donde cada episodio pasaba en tiempo real, también fue impactante. Es una de mis series favoritas de todos los tiempos!

 

-¿Cuáles son tus planes a largo plazo?

Sencillo: seguir haciendo lo que me apasiona, pase lo que pase.

 

-¿Algo más que quisieras agregar?

Siempre haz tiempo para hacer lo que te gusta, porque así tendrás una vida feliz.

 

 Enlaces Externos: Wikipedia

El hijo pródigo

El hijo pródigo

 

Serge Lifar and Michael Fodorov in Prodigal Son, 1929.

 

 

El hijo pródigo es un ballet en 3 cuadros de George Balanchine, con música de Sergei Prokofiev , libreto de Boris Kochno , decorado y vestuario de Georges Rouault .

Inspirado en la parábola bíblica del Evangelio según San Lucas , la obra fue creada por los Ballets Rusos de Sergei Diaghilev en París el 21 de mayo de 1929 y tuvo como artistas principales a Serge Lifar y Felia Dubrovka.
El hijo pródigo fue el último ballet montado por Diaghilev dado que falleció poco tiempo después. Esto también alejó a Prokofiev de sus vinculaciones principales en Europa Occidental

HISTORIA

En 1929 Diaghilev le encargó a Prokofiev la música para un ballet, El hijo pródigo, basado en la parábola evangélica. La obra fue estrenada el 21 de mayo de 1929 en el Teatro Sarah Bernhardt de París, con coreografía de George Balanchine y con el destacado bailarín Sergei Lifar en el rol principal.

El Hijo pródigo es una de las pocas obras narrativas de Balanchine. La puntuación de gran alcance por Sergei Prokofiev, los decorados y el vestuario del pintor George Rouault, utiliza la diversidad de su vocabulario para escenificar una obra llena de emociones. El ballet duró apenas hora y media, pero su coreografía, vestuario y escenario establecieron un estándar dorado para los tratamientos artísticos de las historias bíblicas. El ballet introdujo uno de los papeles más importantes en la danza moderna, la Sirena, que representaba a la prostituta con la que el hijo más joven tiene trato en un solo verso de la historia bíblica. En el ballet, la escena de la Sirena ocupa completamente un tercio de todo el tiempo dramático. El Ballet del Hijo Pródigo muestra el tipo de transformaciones que ocurren cuando los textos bíblicos se mueven no sólo de un lenguaje a otro, sino de un medio a otro.

El libreto, basado en la parábola en el Evangelio de San Lucas conocida como parábola del hijo perdido o el Hijo Pródigo era de Boris Kochno , quien añadió una buena dosis de drama y destacó el tema del pecado y la redención que termina con el regreso del hijo pródigo. Dado que la parábola no dice cómo el hijo malgasta su propiedad, Boris Kochno escribió el libro llenando los espacios vacíos de la historia original. Presentó en imágenes la historia del hijo pródigo: el primero, un venerable anciano en bata y con un adolescente con problemas a quien le da una beca y su bendición apresurada. La siguiente imagen muestra a un joven libertino sentado en compañía de amigos falsos y mujeres desvergonzadas. Después, el adolescente en ruinas, andrajoso,  cuyo rostro expresa su pesar y arrepentimiento. Finalmente, el regreso del hijo al padre; el viejo hombre, que llevaba el mismo sombrero y vestido con el mismo atuendo, se apresura a cumplir con el hijo pródigo que se arrodilló; en el fondo un cocinero mata a un ternero cebado, y el hijo mayor que cuestiona sobre las razones de tal alegría.

La coreografía de Balanchine no fue del agrado de Prokofiev, quien dirigió el estreno. El compositor había previsto una producción con un concepto de la sirena recatada que difería radicalmente de Balanchine por lo que Prokofiev se negó a pagar regalías por la coreografía. Sin embargo, El hijo pródigo fue recibido con entusiasmo por el público y la crítica, y fue uno de los primeros de los ballets de Balanchine que lo llevaron a alcanzar reputación internacional.

El estreno del ballet resultó mucho más interesante como pieza arqueológica que como espectáculo de danza. Causó una revolución para la mentalidad de la época que supuso la aparición de Balanchine como coreógrafo. Fue vuelto a montar en 1960 con Edward Villella en el papel. Mikhail Baryshnikov hizo lo propio con el Ballet de la ciudad en 1979, y Damian Woetzel lo bailó en su actuación de despedida el 18 de junio 2008.

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ARGUMENTO

 

Primer Cuadro

Habiendo recibido parte de su herencia, el hijo pródigo abandona la casa paterna acompañado de dos amigos de confianza.

Segundo Cuadro

El hijo pródigo participa de un festín y se deslumbra con una mujer de la vida. Sus amigos lo emborrachan y robándole su dinero, lo abandonan. Cuando vuelve en sí, el joven se lamenta de su mísera situación.

Tercer Cuadro

El hijo pródigo, arrepentido, vuelve al hogar paterno.

 

 

Don Quijote

Don Quijote

 

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Basada en la novela de Miguel de Cervantes, Don Quijote narra la historia de Alonso Quijano, un distinguido campesino que sueña con convertirse algún día en un legendario caballero medieval. Trastornado por la lectura de las novelas de caballería se convierte en caballero andante y lucha contra terribles monstruos y maléficos hechiceros. Un  caballero de aquellos que siempre rescataban a bellas princesas y que finalmente se casaban con ellas.

Pero los caballeros de su época eran plenos defensores de la justicia en la que los pobres pagaban con sus vidas. Junto con su fiel escudero, Sancho Panza, emprenderá un viaje lleno de las más disparatadas y fantásticas aventuras en el que adoptará el nombre de Don Quijote de la Mancha para ganarse la admiración y el amor de su dama, Dulcinea del Toboso.

Título original: Don Quixote

Año: 2000

Género: Aventuras. Drama

País:  Estados Unidos

Director: Peter Yates

Guión: John Mortimer – basado en la Novela de Miguel de Cervantes

Música: Richard Hartley

Fotografía:David Connell

Reparto: John Lithgow, Bob Hoskins, Isabella Rossellini, Vanessa L. Williams, Lambert Wilson, Amelia Warner, Tony Haygarth, Peter Eyre, Lilo Baur, James Purefoy

Productora: Hallmark Entertainment